Pular para o conteúdo principal

Meu Jardim


Minhas plantas, flores em jarros, domesticadas raízes,
Traduzem os meus dias atuais.
Não se trata de felicidade plena, longe disso, caro amigo,
Trata-se de um sentimento prazeroso, como criança brincando em chão de barro,
Do qual é feito os mesmos jarros das plantas que em casa possuo.
Gato que se espreguiça no raio de sol, quente e enfadonho,
Como as sestas do meio dia, depois de um saboroso banquete,
Feitos por mãos de mãe.
Mãe que tem medo do filho perdido, confuso, Édipo protegido em leito.
Nem Dorian, muito menos Alan Delon, mais puxado pra menino de feira,
Baixa estatura e de jeito acabrunhado, “- zango rápido e pouco falo.”
Mas hoje a felicidade, me trouxe sapiência,
 Que em texto fiz este poema,

Perto das plantas e das flores nos jarros.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Categoria Música: Belchior e os poemas de Drummond.

Bom, pra quem gosta de uma boa música aqui vai uma dica que, em minha opinião, despertará a curiosidade acerca deste nome. Minha dica é o cantor, poeta, pintor e compositor Belchior.
É isso pessoal, por mais que alguns afirmem que existem “intocáveis” compositores brasileiros, a exemplo de Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius, dentre outros, este cearense despertou minha curiosidade e me fez perceber que a música não tem limites estéticos, e que não existem tais cantores intocáveis.
Sem bajulice ou coisa parecida, aqui escrevo sobre este figura por sentir e perceber a um bom tempo a qualidade de suas composições. A diversidade presente em sua obra é marcante e os ritmos se confundem numa salada de poesia, filosofia e estilos musicais. Inúmeras são as músicas que há tempo são apreciadas pelo gosto popular: “Apenas um rapaz latino-americano, Medo de avião, Fotografia 3x4 e Tudo sujo de batom”, são exemplos que já se tornaram banais.
Sua originalidade estética não se resume apenas a essas mú…
Aceito o mote. .. gozoso mistério em meu peito, arde e impulsa o desejo. Me perco, me destrambelho, acabo cedendo pois é inútil a fuga medida. Não pode a razão se impor, esse sentir faz sua própria lei. Sem muito rodeios, é do Eros que falo. Do monstro que Augusto anuncia. A voz dos sentidos, que na calada da noite me espreita com a arma do gozo, com voz de menina, com choro de criança. A ansiedade dói, a cabeça alucina, o ventre arde. Pouco vivi, percebi. E o querer é maior. Lua cheia que clareia a escuridão da solidão. aceito a pecha, desatino. .. indo.

Um homem e seu desejo maior

Hoje inculquei em minha cabeça a ideia de matar alguém... fui pego de surpresa com esse desejo, essa vontade assassina, logo me vi num bar ainda pensando, preso em conjecturas maquiavélicas, em querer privar a vida de outrem. Já estava bem próximo da hora do almoço, o bar não fecha nesse horário, havia seis mesas, apenas duas estavam ocupadas, um vagabundo conhecido por beber as custas dos outros num canto, conhecido por pedir bebida a um e a outro, de gole em gole levando a vida a diante, na outra mesa, desconhecia os indivíduos, falavam de música, uma nostalgia sobre o que eles nomeavam de “música das antiga”, Nelson Cavaquinho, Ataufo Alves, Nupicio Rodriguez, recordo de algum desses cantores, e quando estou nesse Bar sempre tocam essas músicas e a maioria dos bêbados choram suas mágoas e compartilham as vezes seus desamores. Nesse clima eu estava, e ainda com aquele desejo de matar alguém. Bebia cachaça, a mais vulgar delas, depois comecei nas cervejas, já se foram três, já estav…